Para que serve a Teologia?

Eu já fiz essa pergunta e já ouvi outras pessoas fazerem. Hoje não faço mais, pois já sei a finalidade: É a ciência tal e qual, com a qual ou sem a qual, o mundo será tal e qual!

A teologia funciona em dois momentos: O primeiro momento é discordar da ciência, tentar fazer com que as pessoas acreditem que tudo que existe de evolução parte da existência de deus, desvaloriza todos os feitos cientificamente comprovados.

Ora, o mundo arrasta-se a milhões de anos na mais degradante penúria. É uma coincidência muito grande que ele tenha em menos de um século, evoluído tanto e ainda mais no período em que a ciência mais desenvolveu. Deveríamos ter sido sempre evolutivo. Dizem que deus sempre existiu, mas somente agora acontece essa evolução.

Os que outrora viajavam em lombos de camelos, hoje voam em modernos aviões, pilotam luxuosos e velozes carros. Os que se comunicavam através de pombos-correios, hoje têm aparelhos celulares e a intenet.

“Se todas as conquistas da ciência fossem eliminadas amanhã, não haveria mais médicos, apenas curandeiros, nem transportes mais rápidos que os cavalos, nem computadores, livros impressos nem agricultura mais avançada que a de simples subsistência. Se todas as conquistas dos teólogos fossem eliminadas, alguém notaria a diferença? Até o lado mau da ciência, como as bombas e os barcos baleeiros guiados por sonar funcionam! A teologia não faz nada, não altera nada, não significa nada. O que nos faz pensar que a teologia serve para alguma coisa?" Richard Dawkins

O segundo momento da Teologia é na formação de grupos religiosos em proveito próprio. “Seja Teólogo, crie uma igreja com um nome qualquer e ganhe muito dinheiro. Venda o que não existe sem pagar imposto, sem dá nenhuma satisfação a ninguém”.

– Já ouvi alguém falando assim. 

Cada religião (pessoa) tem uma interpretação diferente da bíblia e, portanto de deus, como alguém pode ter uma formatura em conhecedor de deus?!

Coisa absurda!

     

terça 17 agosto 2010 19:18


Saudade

Saudade, sentimento que mata que consome que entristece o nosso olhar, que enegrece nosso dia, saudade, palavra que gostaria de apagar de todos os dicionários, da minha cabeça.

Saudade, sentimento que nos faz chorar, que nos faz sentir gosto de amargura...

Saudade, sensação que domina nosso ser, que leva-nos a fazer coisas que não queremos.

Faz-nos perder o sentido, perder a esperança...

Saudade, não quero senti-la, não gosto de senti-la.

Mas qual a solução?

É inevitável, é impossível fugir.

Não conseguimos escapar desse angustioso sentimento.

Hoje estou sentindo saudades, sinto o desejo louco de estar perto de ti.

Sinto o coração bater na ânsia inevitável de te ver.

Sinto a respiração ofegante desejando sentir o cheiro.

Cheiro de amor, cheiro do meu amor.

segunda 16 agosto 2010 16:32


O Pecado de Todos

Uma sondagem de opinião feita num programa de TV, e mostrada em pequenos e sucessivos instantâneos, revela uma série de rostos contraídos pedindo penas severas de tortura e morte, como remédio para a onda de assaltos e homicídios nas grandes cidades. O clima de insegurança e de revolta ante a impunidade foi o principal móvel dessa indignação generalizada. O que não foi talvez apreciado devidamente é o potencial de violência contido nos que clamavam por justiça e castigo. O homem  comum foi atingido fundamente em sua tranqüilidade, naquele território onde é indispensável garantir um mínimo de paz.  A perda da segurança desencadeia no homem sentimentos contraditórios e desperta uma energia que visa reconquistar seu oásis, sem o qual não vale a pena  viver. A revolta é compreensível, o cansaço também, mas os remédios sugeridos à autoridade são desproporcionais, inadequados e sintomáticos.

Na pesquisa as pessoas exigiam, no mínimo, a morte dos delinqüentes. Muitos imaginavam suplícios variados, como esfolamento e amputação de membros. As opiniões eram dadas com gravidade, e soavam como sentenças. Era vingança o que se pedia, não a aplicação da lei ou a punição de um delito. Mas não vem ao caso discutir a validade da pena de talião: o importante é examinar o tipo de impulso que levou tantas pessoas a pedir a morte e a tortura dos delinqüentes que agem nas grandes capitais. Era a mesma violência, exatamente a mesma, que arma o braço dos assaltantes, prepara o furto e induz ao homicídio. Naquele instante, o mundo foi dividido entre ofensores e ofendidos, os segundos exigindo reparação imediata e cruenta de todas as ofensas recebidas. Eram todos linchadores potenciais que pediam um culpado em suas mãos, para que se pudesse fazer com ele o que não se fez com  milhares de outros que escaparam.

Sobre a violência, vítimas e algozes - que trocam suas posições, ao longo da vida, com freqüência maior do que se imagina - não podem fazer muito mais do que conhecer o processo em que estão  envolvidos,  para então se libertarem de suas contradições e de seu atavismo. As medidas de ordem legal e administrativa estão, como se sabe, circunscritas a uma reorganização do aparelho policial e esbarram  nas dificuldades burocrático-orçamentárias que tem força para adiar todas as decisões, inclusive as indispensáveis. Mas esse aspecto é de certa forma, mecânico. A vasta realidade da violência é suscetível  de ser entendida quando certos artifícios são afastados do caminho dessa compreensão. A tarefa começa em cada homem, na descoberta da violência existente em cada pessoa, problema às vezes acessível aos outros, mas de difícil transposição para o próprio indivíduo.

O problema  é conhecido dos que não ignoram tudo a respeito de si próprios. O grande  ato  violento é o mesmo impulso violento que se manifesta no cotidiano, e que pode ser disfarçado com um simples  pensamento. Os grandes criminosos que nunca cometeram um crime são numerosos, estão em toda parte, enchem as ruas, as salas, os escritórios, os lares. São pacientes psiquiátricos e também psiquiatras, são poderosos e humildes, extrovertidos e introvertidos, têm alguma noção de sua realidade ou vivem em total ignorância a respeito. Tem o tremendo potencial dos que perpetraram às maiores violências, e apenas não puxaram seu gatilho, não apertaram seu botão, não aceleraram seu carro em determinado momento. Denunciar uma parte da humanidade como violenta equivale a eleger uma outra parte como imune à violência, quando a mente é uma só, a cultura é a mesma, os condicionamentos se equivalem. O homem comum, não importa que rótulos tenham colecionado e o que tenha de  fato feito na vida, tem de começar por si próprio, com a humildade característica de quem quer saber e confessa que nada sabe ainda. Esse é o grande desafio.

A atitude mais comum quando se trata do assunto é o distanciamento crítico, o julgamento pessoal, a constatação da violência como coisa que ocorre aos outros, e que deve ser classificada, denominada, esconjurada. Essa colocação não é apenas um erro de perspectiva, mas revela uma tática sutilíssima da mente humana, que visa situar "fora de si mesma" as atitudes reprovadas e os defeitos rejeitados. A trucagem pode ser descoberta imediatamente quando temos interesse verdadeiro no assunto. A violência não é alguma coisa dos outros, algo assim que acontece fora de mim e só posso encontrar na rua, nos jornais, nos comentários, nas novelas. O único modo de flagrar o  fato é  aqui e agora, pensando, desejando, agindo e vivendo violentamente, ainda que na mornidão aparente de um dia comum.

Os depoimentos mostrados na sondagem de opinião revelaram rostos cansados ou congestionados pela raiva, famintos dessa forma complexa de violência que se exerce em nome do combate à violência. A justiça com sabor de vingança é um exercício antigo, que não perdeu sua fascinação para muita gente. Os homens continuam usando pretextos elevados e motivos nobres para cometer suas velhas abjeções que antigamente dispensavam justificativas. No século XXI essa mentira ganhou uma certa dignidade aperfeiçoada em proveito político. Os mais altos ideais têm sido invocados para abonar as vilanias mais sórdidas, e  pouca gente se incomoda com isso. Quando esses pretextos não estão disponíveis, situamos os males da época nos outros, elegemos culpados, batemos, queimamos e linchamos o que, se não nos satisfaz plenamente, pelo menos nos deixa perfeitamente a salvo.

 Do Livro o Som do Silêncio

 Luiz Carlos Lisboa

domingo 15 agosto 2010 02:17


Au Revoir

Quando a tarde chegou, estávamos juntos.

O céu inundou-se de um azul infinito.

As ondas do mar rebeldes, tornaram-se mais belas ao baterem na praia.

As rosas cobriam o solo.

Era a primavera da paixão envolvendo os nossos corações.

Outras tardes vivemos e nada existia, senão um universo de paz.

Muitas coisas ficaram e alguns planos morreram.

O mais importante, era só: o nosso amor.

Às vezes o mundo é ingrato, e o sonho chega ao fim.

É a mão sem receio que nos toca para o despertar.

É o raio ferino que rasga no azul da tempestade.

Foi assim...

Não me envergonho de dizer...

Chorei!

Baixou-se a cortina do sonho e abriu-se a porta da realidade.

Talvez, quem sabe, tenha errado por te amar demais.

E simplesmente, veio a despedida.

Logo, vieram outras tardes e eu estava...

Sozinho!

sexta 13 agosto 2010 15:17


Good Night

Blog de meus-conceitos :Conceitos & Opiniões, Good Night

A emocionante história do morador de rua mais famoso do bairro mais caro de Brasília

 Ele chegou de mansinho, foi ficando e conquistou as pessoas. Criou um vira-lata como se filho fosse. Morreu de frio, numa madrugada, ao lado do fiel companheiro, que chorou e o velou até o fim

Marcelo Abreu - Correio Braziliense

  Ele era um lorde maltrapilho. E ainda assim continuava lorde. Bebeu tudo que pôde. Bebeu até cansar de beber. E de viver. Morreu de frio, ao relento, perto de uma árvore. E ainda assim morreu lorde. E não há poesia em dizer isso. Como alguém, maltrapilho, que morre de frio, pode ser lorde? Good Night era. E da melhor qualidade. Era um lorde às avessas, sem terno bem cortado, champanhe francês, charuto ou carro importado. Era um homem que ainda emocionava aquela gente rica, de pouca conversa com estranhos e quase sempre apressada do nobre Sudoeste.

 O maltrapilho Good Night os fez pensar em si mesmos. E fez essa gente - dos que moram ali aos que trabalham na região - se render a um homem que andava com um cachorro vira-lata pelas ruas do bairro, esnobava no inglês e lia jornal achando que todas as notícias eram iguaiszinhas. Good Night sabia o que dizia. Era um show. Morreu há um mês, enquanto dormia, naquela semana em que as madrugadas chegaram a registrar entre nove e 12 graus.

 The Dog, como ele chamava o cão que o velou até fim, chorou. Foi difícil tirá-lo de junto do corpo do amigo. Mas, afinal, quem era este tal de Good Night? Pouco se sabe. E tudo que se sabe foi o que ele permitiu saber. Há pelo menos 14 anos, aquele homem chegou ali. Chegou do nada, vindo do nada. O bairro nobre começava. Good Night acampou na região. Junto, trouxe uma garrafa de cachaça e um jornal debaixo do braço - companheiros inseparáveis.

 O jornal não servia de cobertor. Good Night o lia com interesse muito particular. Aos poucos, mesmo que a gente apressada não o visse, ele foi se chegando. Cumprimentava as pessoas, mesmo que a maioria não respondesse. Ria para elas, quando sentia vontade de rir. E fez do bairro a última morada. A voz grossa e meio rouca, sua característica mais marcante, não combinava com aquele tipo mirradinho. Good Night não media mais que 1,60m.

 O homem que bebia todo dia obrigou aquela gente a percebê-lo. Ele podia usar o banheiro dos prédios comerciais. Quando estava no auge dos devaneios etílicos, danava-se a falar inglês. E sacava, quando passava para cumprimentar as pessoas, suas frases de efeito: “Good Night, boys!” Ou, se era pela manhã: “Good morning, girls! I love you, girl!” Pedia licença, em inglês: “Excuse me”. E agradecia, quando lhe davam alguma coisa, também na língua do Tio Sam: “Thank you! God reward you!” (Deus lhe pague).

Não tardou para ser chamado de Good Night. E Good Night começou a quebrar o gelo daquela gente do nobre Sudoeste. Aos poucos, passou a ser visto com condescendência. Sua presença já não causava tanto incômodo. Nem medo. Nem estranheza. Nem ameaça. Quando estava sóbrio, geralmente só pelas manhãs, era de poucas palavras. Quase mudo. Lia jornal, revista, o que chegasse às suas mãos, sempre dada pela caridade alheia. E ficava horas pensando. Good Night gostava de ficar com ele mesmo.

 The Dog

 O Sudoeste cresceu. Good Night continuou ali. A avenida comercial era toda sua - especificamente as quadras 102/302 e 103/303. O mendigo virou morador do bairro mais caro da terra de JK. E, creiam, o mais popular. O mais divertido. O mais verdadeiro. Caiu no gosto das pessoas. Good Night amoleceu corações. Chegaram outros moradores de rua. Ele tornou-se uma espécie de líder. Todos lhe obedeciam. Ele nunca permitiu desordem e confusão. Levou isso até o fim.

 Há cinco anos, um cão vira-lata, feioso, de pelo vermelho, cheio de pulga, apareceu ali. Não se sabe como. Afeiçoou-se a Good Night. Ambos se adotaram. Um cuidou do outro. Um era a referência do outro. Lorde como era, Good Night batizou o animal. Chamou-o de The Dog. E, creiam de novo, ensinou o vira-lata a sorrir e cumprimentar as pessoas levantando a pata.

 O cachorro logo aprendeu a elegância do no. Só atravessava na faixa de pedestre. Não entrava nas lojas. Não fazia cocô perto da gente elegante. E nunca, nunca brigou na rua. Na madrugada em que Good Night morreu, The Dog cuidou dele até que os bombeiros chegassem. Lambia-o. Mexia para que ele levantasse dali. Hoje, vive com uma menina moradora de rua, que cuida dele porque prometeu isso a Good Night.

 Good Night bebeu até o dia em que morreu. “Oito dias antes da morte, ele me disse que ia dar um tempo, que a bebida tava fazendo mal”, conta o cearense Antônio Aurismar Pimenta, 39 anos, o Mazinho, segurança do Edifício Rhodes Center 1, na comercial da 103 do Sudoeste. Ele trabalha na região há 14 anos. “Comecei como açougueiro. E, desde que vim pra cá, conheço o Good Night. Ele era uma pessoa muito boa, todo mundo gostava dele.”

 Saudoso, Mazinho lembra as tiradas pitorescas de Good Night: “Ele gostava de falar umas coisas em inglês. Era inteligente, parecia ser estudado. Sempre beijava a mão da síndica e chamava-a de condessa. Nunca perturbou a vizinhança e ainda exigia que os outros moradores não perturbassem também. Ele era o xerife de todos eles”.

 O porteiro Eliézio Cardeal, maranhense de 38 anos, há 13 naquele endereço, elogia o carisma que Good Night despertou nos moradores e na gente que trabalha na região: “Do rico do pobre, todo mundo gostava dele. Era inteligente. Falava de política melhor do que os políticos. E me explicava muita coisa. Vai fazer falta por aqui”.

 Pouco se sabe de Good Night. Desconfia-se que ele seria carioca. Pelo sotaque cheio de ‘s’. Contam que ele teria parado na rua por conta de um acidente de carro, onde morreram a mulher e os dois filhos. Seria ele o motorista. Há quem tenha ouvido que ele teria sido funcionário da falida Encol. Que uma desilusão amorosa o levou às ruas. Que seria formado em direito. E que teria parentes no nobre Sudoeste, na 102.

 Pouco importa o que Good Night teria sido. Ele foi o lorde do Sudoeste. Fez gente tão distante dele olhar pra ele. E isso já seria seu melhor currículo. “Ele falava umas línguas que eu não entendia”, espanta-se, até hoje, o lavador de carros Maikon Michel Santos, 21 anos. E emenda: “Mas era humilde com as pessoas”.

 Na Confeitaria Monjolo, na 103, as funcionárias tinham ordem para dar um salgado pra ele. “A dona deixava. Ele era boa pessoa”, diz a caixa Cristiane Santos, 21 anos. Iolanda Lucena, 20, balconista da padaria Pães e Vinhos, tenta imaginar o que levou aquele homem a perder-se dele mesmo. “A gente percebia que teve uma condição boa na vida. Talvez sofreu uma decepção, teve depressão”.

 No restaurante Nautilus, Good Night fez muitos amigos. E foi responsável por muitas gargalhadas.“Ele só não gostava de madames. Principalmente as peruas. Imitava todas elas e a gente morria de rir. Era uma graça”, lembra a atendente Elma Veloso, 25 anos. “Tinha gente que chamava ele para se sentar e conversar. Uma doutora que trabalha aqui fazia muito isso”, diz o garçom Fábio Bonfim, 18.

 José Lucimar Ribeiro, 31 anos, também atendente, admirava a honestidade dele: “Ele nunca pedia nada. Quando pedia, era um real. E falava: ‘É pra comprar cachaça mesmo. Não é pra comida, não’. Ele nunca enganou ninguém”. Na tarde de ontem, Otalino Firmino, 63, morador da 304, soube da morte de Good Night no supermercado São Jorge. Levou um susto: “Caraca, ele morreu?”. Era uma figura. Ia comprar pão e a gente conversava”.

 Good Night era tão Good Night que nunca aceitou ir para abrigo do governo. “Tentamos várias vezes, mas ele não aceitava”, conta a ex-diretora de serviços da Administração Regional do Sudoeste, Ivana Natividade, 46 anos, que cuidava do projeto Anjos da Noite. E elogia: “Ele tinha cultura, era diferente dos outros”.

 O dono do chique restaurante San Lorenzo, na 103, Carlos José de Moura, 47, tornou-se uma espécie de protetor de Good Night, um homem de 60 anos, cabelos brancos e pele clara castigada pelo sol do Planalto Central. “A maneira de se expressar dele me fez perceber que ele tinha conhecimento. A concordância verbal era perfeita.” Carlos procurou descobrir por que aquele homem havia parado na rua e se largado tanto. “Tentei resgatar o passado dele, mas ele me dizia que não gostava de falar disso. Talvez o mistério desse passado seja o início dessa fuga. Não quis mais entrar no mérito.”

 Good Night contou a Carlos José que se chamava Frederico. Naquele dia, Fred - como os mais íntimos o chamavam - entrou no seu restaurante e comeu sempre que quis. “Uma vez, um playboy acusou o Fred de ter roubado o CD-player do carro dele. Foi lá, no saco de latinha que ele carregava, e chutou tudo. Eu me meti e disse que ele jamais teria feito aquilo. E não fez.”

 Ao lado de Carlos José, Good Night sentiu-se forte. Encarou o playboy do Sudoeste e devolveu: “Você tá pensando que não conheço as leis que me protegem?” E continuou, cheio de si: “Vou agora ao seu carro, anotar a placa e dar pro meu advogado. Ele vai te procurar”. Dá-lhe, Good Night! O playboy? Saiu sem dizer mais nada. Envergonhou-se do papelão e vazou. “Naquele dia, ele me disse: ‘Você me fez sentir gente’. Nossa amizade nasceu ali.” Emocionado, o dono do restaurante badalado admite: “Só me arrependo de não ter resgatado a história dele”. E agradece: “Ele me ensinou que a vida tava sempre boa”.

 E assim Good Night viveu. Encantou quem se deixou ser encantado. Fez piada de si mesmo. Riu dele e da hipocrisia dos muitos ricos. Ensinou The Dog a atravessar só na faixa, a não sujar o chão e a cumprimentar as pessoas. Bebeu todas. Fez uma gente olhar pra ele. E, numa madrugada, morreu de frio, ao lado do seu fiel companheiro, que chorou sua morte. Viva, Good Night!

 God bless him (Deus o abençoe!)

 http://setecandeeiroscaja.blogspot.com/

quinta 12 agosto 2010 13:52


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